Profissões da comunidadePortuguês (Brasil)
Rafael e o Miau da Sirene
Rafael queria muito apertar o botão vermelho da sirene do caminhão. Mas hoje o capitão Dora tinha dito: "Primeiro, a ronda. Só depois a sirene."
Rafael era bombeiro. Ele cuidava da cidade de manhã até a noite. E tinha feito uma promessa à pequena Lia, da padaria: ia passar por lá antes do almoço para ver o gatinho dela.
Primeiro, ele tirou um gato de cima da árvore. Depois, encheu o tanque de água. Depois, enrolou a mangueira, que era comprida como uma cobra.
Aí ouviu um barulho. Miau. Miau. Parecia vir do caminhão.
"Capitão, você ouviu?"
"Ouvi, Rafael. Mas agora tenho que ir ao mercado."
Rafael procurou no banco. Nada. Procurou no capacete. Nada. Procurou na escada comprida. Nada. Miau, miau, fazia o barulho, e ele não achava.
Rafael sentou no degrau e ficou quietinho. Já era quase hora do almoço. A promessa esperava por ele.
Ele ouviu de novo: miau. E dessa vez reparou numa coisa. O barulho vinha junto com o ar que saía da mangueira enrolada.
"Ah!" disse Rafael. "Não é gato nenhum."
Ele desenrolou a mangueira, devagar. Na ponta, o bico estava meio torcido, e o vento passava por ele fazendo miau.
Rafael deu um giro no bico. O miau parou.
Aí ele correu até a padaria. Lia esperava na porta, com o gatinho no colo.
"Você veio!" disse ela.
"Eu prometi", disse Rafael. "Olha, pode apertar a sirene comigo."
Lia apertou o botão vermelho. O caminhão fez uó-uó-uó, bem alto.
O gatinho de verdade deu um pulo no colo dela e miou de volta. Miau, miau.
Rafael riu, e o pão quente da padaria cheirava a manhã inteira.