Primeiras vezesPortuguês
Manuela e a Pena Brilhante
A toca da família Coelho tinha cinco túneis, e todos levavam à sala do doutor Tatu.
Manuela era uma coelhinha de orelhas caídas. Hoje ela precisava tomar uma vacina. Ela queria ser corajosa, e queria levar sua pena brilhante, a que dava sorte. Mas a pena tinha sumido.
— Quem pegou minha pena? — perguntou Manuela.
Lá em cima, no galho, o corvo Tião riu.
— Eu peguei emprestada. Corvo sempre devolve! Só que devolve uma coisa diferente.
Tião voou para longe. Manuela ficou olhando o céu. O sol já estava baixo. O doutor Tatu fechava a porta quando o sol sumia, e não abria de novo.
— Vem, Manuela — disse a mãe. — Vamos andar rápido.
Manuela entrou no primeiro túnel. Lá embaixo, achou uma colher brilhante.
— Não é a minha pena — disse ela.
Entrou no segundo túnel e achou um botão de prata. Também não era. Ela suspirou. Mas ouviu um barulho: plim, plim, plim. Era o botão rolando pelo chão, e o som parecia uma musiquinha.
Manuela teve uma ideia.
— Tião! Troca comigo! Eu te dou a colher, o botão e a música. Você me dá a pena!
O corvo desceu, curioso. Ele pegou o botão e fez plim, plim, plim com o bico. Gostou tanto que soltou a pena do bico, de tão feliz.
Manuela pegou a pena. Ela brilhava, azul e verde.
No último raio de sol, ela chegou à porta do doutor Tatu. A mãe segurou a patinha dela.
— Pronta? — perguntou o doutor.
— Pronta — disse Manuela.
Ela apertou a pena com força. Foi só um beliscãozinho, rápido como uma formiga passando.
Lá fora, Tião fazia plim, plim, plim no galho. Manuela sorriu, e a pena brilhou na última luz do dia.