Família e larPortuguês
A Caixa do Urso Amarelo
Lucas queria encontrar o seu urso amarelo para dormir na casa nova. O quarto novo era bonito, mas parecia grande demais e muito silencioso, feito um pote vazio.
As caixas de papelão pareciam blocos de montar espalhados por todo o chão. Lucas olhou em volta e cantou bem baixo:
— Procura aqui, espia ali, cadê o meu urso?
Ele correu até a primeira caixa e puxou a tampa. Tloc! Duas panelas de alumínio rolaram para fora. Não era o urso.
A mãe passou andando com uma lâmpada grande nos braços.
— Você viu como a sala é clara? — disse ela. — Estou procurando o lugar certo para pendurar esta luz.
A mãe continuou seu caminho até o corredor. Lucas precisava resolver o seu próprio problema. Ele foi até outra caixa bem alta e puxou a fita. Nhec! Uma pilha de livros pesados escorregou para o lado. Nada de urso.
Lucas sentou no chão de madeira. Ele fechou os olhos um minutinho, pensando. De repente, lembrou de uma coisa! Antes da mudança, ele tinha usado um giz de cera para desenhar uma estrela desengonçada na caixa das suas coisas de dormir.
Lucas engatinhou entre os pacotes, procurando a marca vermelha. Lá no canto, perto da janela, ele viu o desenho!
Ele puxou a tampa de papelão com toda a força. Vapt!
Lá dentro, bem no meio de uma colcha fofinha, estava o urso amarelo. Um pouquinho de poeira subiu e Lucas deu um espirro engraçado:
— Atchim!
O urso nem se mexeu. Lucas pegou o amigo macio, subiu na cama nova e abraçou o urso bem forte. Ele encostou a bochecha na orelha amarela e ficou ouvindo o barulho leve do vento mexer na cortina.