Animais e naturezaPortuguês
O Ursinho Pompom
— Plim, plim! — tocou o sininho no alto da árvore quando o vento mudou, e o ursinho Pompom deu um espirro bem grande antes de esfregar os olhos.
Pompom era um urso pequeno e muito, muito sonolento. Ele só queria achar um lugar bem macio para fazer sua soneca da tarde. Ele andou pelo jardim até a estufa de plantas, onde o chão era quentinho e cheirava a terra molhada.
Quando estava quase deitando, Pompom viu algo estranho no chão. Era uma trilha de pétalas amarelas que ia direto para o canto mais escuro da estufa.
— Minha cama tem que ser ali — murmurou Pompom, bocejando até a barriga tremer.
Ele deu três passos, mas parou. O canto escuro dava um pouco de medo. Pompom tentou se deitar ali mesmo, no meio do caminho, mas uma folhinha pontuda cutucou seu bumbum. Ai! Ele se levantou, deu uma volta sobre as patas e tentou sentar em cima de um vaso. O vaso rolou e Pompom caiu de bumbum na terra fofa.
Uma joaninha vermelha, que estava ocupada limpando suas asas em um brotinho, olhou para ele e disse:
— Se você quer silêncio, o canto escuro é o melhor lugar. Eu só fico aqui na luz porque gosto de ver as plantas crescerem.
Pompom olhou de novo para a sombra. Ele teve uma ideia. Pegou uma pétala amarela do chão e usou como um pequeno cobertor, bem apertado contra o nariz. O cheiro doce da flor deu coragem. Pompom seguiu a trilha de pétalas, passo a passo, até o canto escuro.
Lá dentro não tinha bicho papão nenhum, só um monte de palha seca e macia feito um travesseiro. Pompom se encolheu na palha, cobriu a ponta da orelha com a pétala e fechou os olhos devagarinho, enquanto o vento soprava lá fora.