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Fabulada

Animais e naturezaPortuguês (Brasil)

Nina e a Baleia das Estrelas

Nina era uma baleia azul, e ela tinha uma coisa que nenhuma outra baleia tinha: uma pinta branca na ponta da cauda, bem redondinha, igual a uma estrela pequena.

Toda noite, Nina subia até a beira da água para olhar o céu. Ela queria contar todas as estrelas, uma por uma, antes de dormir.

— Uma, duas, três… — dizia Nina.

Mas toda vez as ondas balançavam, e Nina perdia a conta.

— Ah, de novo! — dizia ela.

Naquela noite, Nina tentou outra vez. Ficou bem quietinha. Contou até doze. Então um peixinho prateado pulou na frente dela. Plic!

— Desculpa! — disse o peixinho. — Estou indo para casa, e a minha casa é pra lá.

— Tudo bem — disse Nina. — Mas agora eu perdi a conta.

O peixinho foi embora, e Nina suspirou. Ela tentou de novo. Contou até vinte. Aí uma onda grande veio e a derrubou de lado. Splash!

Nina ficou pensando. As ondas não iam parar. O peixinho também não ia parar. E as estrelas eram muitas demais para uma baleia só.

Então ela olhou para baixo. Na água escura, brilhava uma luzinha. Era uma estrela, bem ali, tremendo no mar.

— Ora, veja só! — disse Nina. — O céu também está aqui embaixo.

Ela não precisava contar todas. Podia só olhar. Nina levantou a cauda devagar, e a pinta branca apareceu na água, bem ao lado das estrelas do mar. Parecia uma estrela a mais.

— Uma, duas, três… — começou Nina, baixinho. Mas dessa vez ela não se importou de perder a conta.

O peixinho voltou, devagar, e se encostou na cauda dela.

— Posso ficar um pouquinho?

— Pode — disse Nina.

As ondas balançavam de leve, as estrelas tremiam na água, e a respiração de Nina fazia um som comprido e macio, fuuuuu, até os olhos dela se fecharem.