Primeiras vezesPortuguês
Aprender a andar de bicicleta — uma história de ninar
Tlim, tlim, fazia o sininho da bicicleta nova.
Laura ouviu o som lá da janela e desceu correndo. A bicicleta era vermelha, com rodinhas pequenas dos lados e uma cesta na frente. Era o presente do seu aniversário.
— Hoje eu vou andar sozinha — disse Laura.
Ela subiu no banco e botou os pés nos pedais. Empurrou, empurrou, e a bicicleta tombou para o lado, em cima da grama.
— Ai! — disse Laura. Mas a grama era macia, e ela tentou de novo.
Dessa vez a bicicleta foi para a frente, e depois torta para a esquerda, e depois quase dentro do lago dos patos.
— Quá! — disse o pato, e saiu correndo com os filhotes. Ele só queria passar pelo caminho, para chegar na água.
— Desculpa! — gritou Laura. — Eu não sei ficar reta!
Ela tentou de novo. A bicicleta balançou para lá e para cá, e Laura caiu sentada outra vez.
Ela ficou quieta, olhando os patinhos. Eles andavam em fila, um atrás do outro, e olhavam sempre para a frente. Nenhum olhava para os próprios pés.
Laura olhou para os seus pés. Eles estavam nos pedais, mas os olhos dela também estavam ali, bem embaixo, e a bicicleta ia para onde os olhos iam.
— Olha para a frente — disse Laura baixinho. — Como os patinhos.
Ela subiu de novo. Olhou para o final do caminho, onde havia uma folha grande boiando na beirada do lago. Empurrou o pedal. Empurrou outra vez.
A bicicleta foi reta. Reta, reta, reta, com o vento nas bochechas.
Laura passou pelos patos, e o pato disse:
— Quá!
E o sininho respondeu:
— Tlim, tlim!
Os patinhos entraram na água, um atrás do outro. Laura chegou à folha grande, parou com os dois pés no chão e sorriu. A bicicleta ainda tilintava baixinho debaixo das mãos dela, e a água fazia pequenas ondas na beira do lago.